terça-feira, 17 de junho de 2014

BA: Conselho apresenta mapeamento das ocupações irregulares em Camaçari



Durante a 5ª reunião ordinária do Conselho Municipal da Cidade de Camaçari – ConCidade, realizada ontem (04/06), no auditório da Sedur (Secretaria do Desenvolvimento Urbano), foi apresentado o mapeamento da localização das ocupações irregulares em Camaçari, assim como, as ações adotadas pela Sedur para coibir as invasões.
Dentre as primeiras ações adotadas estão o cadastramento das pessoas que moram em ocupações irregulares para identificar o perfil socioeconômico das famílias. O trabalho é realizado em parceria com a Sedes (Secretaria do Desenvolvimento Social). Além disso, é feita a retirada das famílias, demolição das ocupações irregulares e relocação das famílias para locais apropriados.
Durante o encontro, também foi apresentado o resumo e aprovado a pauta das primeiras reuniões das Câmaras Técnicas, que envolvem quatro políticas setoriais, PGTU (Planejamento e Gestão Territorial Urbana), Saneamento, Mobilidade Urbana e Habitação. Além disso, foi feita a aprovação da ata da reunião anterior do Conselho e deliberados os próximos encontros das Câmaras Técnicas que tiveram as datas alteradas em função dos jogos da Copa do Mundo.
CONSELHO
Criado através da Lei nº 1.115/2010, o ConCidade é composto por 17 membros titulares com os respectivos suplentes, sendo presidido pela secretária do Desenvolvimento Urbano de Camaçari. De caráter deliberativo, consultivo e fiscalizador, o conselho possui representantes do poder público e da sociedade civil.
O ConCidade tem por finalidade debater, formular e deliberar diretrizes para a política municipal de desenvolvimento urbano, bem como, monitorar e avaliar a sua execução e seus programas, exercendo a integração e o controle social das políticas específicas de habitação, gestão fundiária, saneamento básico, planejamento e gestão territorial e de mobilidade urbana que a compõem.
 

Fonte: Correio Regional
http://www.geodireito.com/noticia/ba-conselho-apresenta-mapeamento-das-ocupacoes-irregulares-em-camacari
 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Geógrafo apresenta estudo sobre "telhados verdes"

Já ouviu falar dos “telhados verdes”? Pois eles podem salvar as grandes cidades da poluição

O Edifício Conde Matarazzo, com sua cobertura
 
Revestir terraços de prédios e casas com vegetação não tem finalidade meramente decorativa. Os telhados verdes, como são conhecidos, têm uma função muito mais nobre, atestada cientificamente pelo geógrafo e professor Humberto Catuzzo, da USP.
Em sua tese de doutorado concluída no final do ano passado, Catuzzo provou que os telhados verdes reduzem as temperaturas e aumentam a umidade do ar significativamente no entorno de onde estão instalados.
Espalhados pelas cidades esses, jardins suspensos podem ajudar – e muito – a abrandar o efeito de um fenômeno conhecido como ilha de calor. Frequentes nos grandes centros urbanos, as ilhas de calor provocam um aquecimento anormal das temperaturas. Esse aquecimento é produzido pelo aumento da radiação solar que é potencializada pela alta concentração de asfalto, de concreto e de poluição do ar e também pela ausência de vegetação.
Para provar que os telhados verdes funcionam mesmo, Catuzzo analisou, durante mais de um ano, dois prédios distantes entre si apenas cinqüenta metros, em pleno coração da capital paulista. Um deles, o edifício Conde Matarazzo (sede da prefeitura), abriga um grande terraço verdejante onde há até mesmo um pequeno lago.
O outro é o edifício Mercantil/Finasa, com uma tosca laje de concreto no topo dos seus 35 andares. Ambos estão localizados nas imediações do famoso viaduto do Chá, antigo cartão-postal da cidade, e à beira do Vale do Anhangabaú.
Foi um ano e mais onze dias de experimentos – entre 20 de março de 2012 e 31 de março de 2013 – até que o pesquisador Humberto Catuzzo chegasse a uma conclusão para sua tese, chamada “Telhado verde: impacto positivo na temperatura e umidade do ar. O caso da cidade de São Paulo”.
No alto dos dois edifícios, Catuzzo instalou sensores capazes de medir, a cada 10 minutos, a umidade e a temperatura do ar. Confrontou todas essas informações com análises de amplitudes térmicas e higrométricas – que são as diferenças entre as temperaturas e a umidade relativa do ar mínimas e máximas ao longo das quatro estações do ano. Por fim, fez comparativos dos resultados obtidos com dados oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em uma estação medidora da cidade.
De posse de gráficos e estatísticas minuciosos e complicados, o pesquisador da USP, enfim, apresentou os números, que não deixam de ser impressionantes. A maior amplitude térmica – aquela diferença entre temperatura mínima e máxima diária – foi 6,7º C inferior no alto do edifício Conde Matarazzo em um dia qualquer de verão, em comparação com o prédio Mercantil/Finasa.
Catuzzo concluiu, com isso, que o telhado verde do prédio da prefeitura de São Paulo demora mais a aquecer e a resfriar, o que mantém a temperatura do ar mais constante e agradável. “O telhado verde absorveu grande parte da radiação solar emitindo menor quantidade de calor para a atmosfera”, explicou o geógrafo à Agência USP.
Já a tal amplitude higrométrica foi até 7,1% menor no telhado verde em relação ao topo de concreto do edifício Mercantil/Finasa. Traduzindo, em meio à vegetação o alto da sede da prefeitura paulistana perde menos umidade relativa do ar do que a laje de concreto do outro prédio.
Em confronto com os dados do Inmet, a temperatura no telhado verde chegou a ser 3,2º C mais fria e a umidade do ar ficou 21,7% mais alta, não somente em relação ao telhado de cimento, mas também em comparação às médias da estação medidora do Instituto, que está localizada no Mirante de Santana, no extremo norte da cidade.
Para o geógrafo Humberto Catuzzo, não há dúvidas de que os telhados verdes aumentam a qualidade ambiental em grandes metrópoles. “Eles podem fazer parte das políticas públicas do município como forma de ampliar as áreas verdes”, resumiu o geógrafo.
Outros países já priorizam a obrigatoriedade de instalação de telhados verdes. “Cabe ressaltar que, em países europeus, e em algumas cidades dos Estados Unidos e da Argentina, existem leis, incentivos fiscais e financeiros oferecidos às construções que utilizam este tipo de estrutura”.
A prefeitura de São Paulo – que já tem um telhado verde para chamar de seu – bem poderia tentar tornar obrigatória a instalação de telhados verdes nos principais edifícios. A medida aliviaria a sensação de efeito estufa em que vivem os paulistanos. E seria um bom exemplo a ser seguido pelas demais metrópoles brasileiras.

Disponível: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/ja-ouviu-falar-dos-telhados-verdes-pois-eles-podem-salvar-as-grandes-cidades-da-poluicao/

domingo, 18 de maio de 2014

Geopolítica: Depois dos EUA virá a multipolaridade, e não a China

terça-feira, 6 de maio de 2014

Curso de SIG oferecido pela parceria APROGEO-BA e CREA-BA

                                                     http://www.creaba.org.br/pec/

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Site colaborativo ajuda a mapear ocorrências criminais em todo Brasil

quarta-feira, 16 de abril de 2014

IBGE divulga estudo sobre principais redes de gestão do território nacional

São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro centralizam principais redes de gestão do território nacional

O IBGE está lançando o estudo “Redes e Fluxos do Território: Gestão do Território”, que mapeia o país do ponto de vista da centralização municipal das ligações entre sedes e filiais de empresas e entre instituições públicas de abrangência nacional.
A publicação analisa a existência de relações entre os municípios a partir de dois parâmetros, o Estado e o mercado, reconhecidos como as duas instituições com o maior poder estruturador do espaço. O âmbito do Estado é visto por meio da gestão pública, do ponto de vista da estrutura formada pelas instituições estatais; e a gestão empresarial é analisada sob a ótica da existência de ligações entre sedes e filias de companhias em diferentes cidades. A intensidade dos fluxos entre as cidades é medida pela quantidade de pares de ligações, que se interconectam para formar as redes de gestão, sejam empresariais ou públicas.
Apenas 39,6% dos municípios brasileiros se qualificaram como centros de gestão, ou seja, detêm algum nível de centralização das redes de ligações intermunicipais; os outros 60,4% ou não têm entidades das instituições selecionadas, ou não se conectam à estrutura de ligação das sedes e filiais de companhias.
As principais redes de gestão do país estão centralizadas nas cidades de São Paulo e Brasília, a primeira com forte peso no mercado e a segunda abarcando as sedes das instituições públicas. O Rio de Janeiro constitui um segundo nível de centralização, combinando os dois tipos de rede, empresarial e estatal.
Em 2011, São Paulo tinha atuação dirigente sobre 1.442.425 funcionários externos ligados à gestão empresarial (lotados em filiais situadas fora dos limites municipais de suas matrizes), dos quais 39% se concentram nos limites do estado de São Paulo e 61% em outros estados. O Rio de Janeiro tinha 580.019 (sendo que 75.460 estavam lotados em São Paulo) e Brasília, 390.775, atuando de forma mais dispersa em todo o país.
As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, cada qual, disponibilizavam 97,8% das variedades de negócios classificados como serviços avançados de apoio às empresas no país (serviços ligados a atividades que requerem insumos de natureza administrativa, contábil, jurídica, financeira e de publicidade).
No total, pouco mais de 70% das firmas com filiais no município de São Paulo e sediadas fora e seus limites têm matrizes na região Sudeste e 49% delas estão situadas no próprio estado de São Paulo.
Nas conexões empresariais entre as cidades, dos 30 pares de maior intensidade, 24 são de São Paulo com outros municípios. A ligação de maior intensidade é de São Paulo com o Rio de Janeiro, seguida pela de São Paulo com Porto Alegre.
O estudo “Redes e Fluxos do território: gestão do Território, está disponível, na íntegra, no link http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/redes_fluxos/gestao_do_territorio_2014/default.shtm
Atualmente, o Estado e o Mercado são as duas instituições com o maior poder estruturador do espaço, atuando através de suas organizações: de um lado os organismos públicos criados para atender a população, recolher tributos e levantar dados e informações e, de outro, as empresas privadas. A interpretação dos padrões de gestão do território baseou-se em uma dupla base de dados independentes, representantes das formas com que o Estado ( usando como referência o ano de 2013) e o Mercado (com referência de 2011) organizam o espaço: a gestão pública, do ponto de vista das instituições federais, e a gestão empresarial, sob a ótica das ligações entre sedes e filias de companhias. Foram escolhidas apenas as empresas com filiais situadas em municípios diferentes de suas sedes.
No estudo da gestão empresarial, a base de dados foi obtida do Cadastro Central de Empresas do IBGE (CEMPRE), contendo a localização municipal das unidades locais das empresas, quer sejam elas sedes, quer sejam filiais. Na análise da gestão pública, foram selecionadas as instituições federais cuja atuação descentralizada por meio de unidades localizadas em diversas cidades: o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Secretaria da Receita Federal, a Justiça Federal, os tribunais regionais eleitorais, os tribunais regionais do trabalho e o próprio IBGE.
Apenas 39,6% dos municípios brasileiros foram classificados como centros de gestão, ou seja, detêm algum nível de centralização nas redes de gestão pública ou empresarial; os outros 60,4% ou não têm entidades das instituições selecionadas, ou não se conectam à estrutura de ligação das sedes e filiais de companhias.
São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro são as principais centralizadoras das redes de gestão
As redes de gestão no país são mais centralizadas em São Paulo e Brasília, a primeira cidade tendo um forte peso das relações das companhias atuantes no mercado e a segunda abarcando as sedes das instituições públicas. O Rio de Janeiro constitui isoladamente um segundo nível que combina os dois tipos de rede.

Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/