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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Rede Clima divulga novo relatório de atividades

A Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), sediada no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), acaba de disponibilizar na Internet o seu Relatório de Atividades 2011-2012. O documento encerra a etapa de estruturação da Rede e apresenta os destaques científicos de julho de 2011 a agosto de 2012, além de registrar o esforço conjunto em formação de recursos humanos.
Rede Clima Rede Clima divulga novo relatório de atividades
Nesse período foram submetidos os resultados e um artigo científico de validação do Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM, na sigla em inglês) ao Projeto CMIP5, tornando o Brasil uma nação contribuinte para os cenários globais de mudanças climáticas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).
Com base nos resultados alcançados e visando consolidar a forma de pesquisa em rede durante os próximos anos, a Rede Clima inicia em 2013 uma nova fase, baseada em atividades transversais de pesquisa em projetos temáticos, a saber: 1)A dimensão humana das Mudanças Climáticas; 2) As dimensões energética, alimentar e da biodiversidade nas Mudanças Climáticas e 3) A modelagem das dimensões físico-químico-ecológicas das Mudanças Climáticas.
Também em 2013 será realizada a 1ª Conferência Nacional Rede Clima, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas e Programa Fapesp de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais, quando serão apresentados os principais resultados obtidos até o momento por esses projetos e programas.
A partir de agora, o trabalho da Rede Clima será voltado para incentivar a pesquisa científica que produza estudos de maior densidade na área de adaptação e impactos das mudanças climáticas, visando um rápido avanço nessas frentes. Isso permitirá oferecer subsídios a políticas públicas locais adequadas às mudanças climáticas globais e locais em curso, com previsão de aumento médio da temperatura da ordem de 3°C a 4°C até o final do século, com fortes assimetrias regionais.
“É preciso saber medir o impacto de um evento em função da sua magnitude e localização, pois é a intensidade do impacto que irá desenhar a forma de adaptação” afirma o pesquisador Paulo Nobre, coordenador geral da Rede Clima. “O desafio está em disponibilizar o conhecimento gerado pela Rede de forma a ‘sistematizar o processo de adaptação’, criando assim um conjunto de ferramentas para a geração de opções de adaptação conformes às culturas, valores e características ambientais das regiões e seus povos. Por exemplo, como o processo de adaptação desenvolvido para as barrancas do rio São Francisco se aplica às barrancas dos rios Amazonas e Solimões? O segredo, na nossa visão, é interconectar o conhecimento e valores locais, utilizando-os para o desenvolvimento dessa ‘fábrica de adaptação’”.

sábado, 11 de maio de 2013

Desmatamento na Amazônia em 30 anos é mostrado pelo Google


Nova ferramenta do Google permite ver imagens de satélite da Terra de 1984 a 2012. O desmatamento na Amazônia, no Estado de Rondônia é um dos destaques CLIQUE AQUI. Segundo o Google, a floresta Amazônica encolhe a uma taxa rápida para fornecer terra para a agricultura e criação de gado.

O AVANÇO DO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

  • Google
    A floresta Amazônica em Rondônia em 1984
  • Google
    A floresta Amazônica em Rondônia em 1994
  • Google
    A floresta Amazônica em Rondônia em 2012
Cada quadro do mapa é construído a partir de um ano de dados de satélite Landsat, constituindo 1,7 terapixel anual da Terra com resolução de 30 metros. O programa Landsat registra imagens da superfície da Terra desde 1972.
O site destaca ainda o crescimento de Las Vegas no EUA, mineração de carvão em Wyoming, nos EUA, irrigação na Arábia Saudita, drenagem do lago Urmia, no Irã, retração do glaciar Columbia, no Alasca, e expansão costeira em Dubai. Veja no site.
O número de alertas sobre desmatamento e degradação da Floresta Amazônica diminuiu cerca de 40% entre março e abril deste ano na comparação com o mesmo período de 2012, segundo levantamento divulgado na semana passada.
As imagens de satélites usadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), mostraram que em março as áreas possivelmente devastadas chegaram a 28 quilômetros quadrados), enquanto, em abril, a derrubada de árvores foi registrada em 147 quilômetros quadrados.
No ano passado, a devastação atingiu mais de 290 quilômetros quadrados. Nos dois levantamentos a cobertura de nuvens impediu um monitoramento adequado já que cerca de 50% do território monitorado estava encoberto.
As condições similares levaram técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a uma avaliação positiva dos números. "Estamos enxergando mais e, mesmo assim, as detecções estão menores do que em anos anteriores", disse George Ferreira, coordenador-geral de Monitoramento Ambiental do órgão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por que reduzir as sacolas plásticas?

A questão de abolir ou reduzir as sacolinhas no dia a dia ainda causa muita confusão, principalmente quando se refere ao seu uso como sacos para descartar o lixo

 


A campanha do Planeta Sustentável, lançada em agosto de 2009, pela redução das sacolas plásticas não é uma atitude isolada. No mundo todo, inclusive no Brasil, existe uma grande conscientização sobre o uso de descartáveis. Isso não significa que teremos que abandoná-los completamente, mas, sim, que é preciso assumir uma nova postura.

Novos hábitos de consumo são uma pequena parte do “famoso” processo de “adaptação” de que muitos cientistas falam quando vem a público falar das mudanças climáticas. Se você imaginou que esse seria um evento distante, relacionado a tecnologias avançadas e a fenômenos extremos da natureza, esta é a novidade. O processo já começou e inclui repensar até maneira com que você carrega suas compras.

 

O primeiro protesto de quem ouve falar em recusar sacolas plásticas é o questionamento sobre o acondicionamento do lixo de casa. Afinal, faz sentido substituir um plástico gratuito por outro que custa dinheiro? É especialmente por causa desse argumento e pelas condições precárias de saneamento no Brasil que a proposta, até então, é de reduzir, em vez de abolir. 



Fernanda Daltro, coordenadora técnica da campanha “Saco é um saco”, do MMA - Ministério do Meio Ambiente, lançada no ano passado, concorda que a questão do saneamento no Brasil interfere na política de dependência de sacolas plásticas. “É perceptível. As experiências internacionais mostram que toda cidade que estabeleceu cobrança e banimento de sacolas tinha, como contrapartida, um sistema bom de coleta seletiva”, afirma.

TEORIA VERSUS PRÁTICA

Em um país em desenvolvimento, onde coleta de lixo ainda não é realidade em todo o seu território, é até compreensível que os consumidores optem pela opção gratuita e insustentável. Mas essa escolha, aparentemente esperta, não é nada consciente. Trata-se de uma opção individualista, visto que uma única pessoa não precisa investir na compra de sacos de lixo biodegradáveis à custa de um alto prejuízo coletivo ambiental. E, pior, o argumento se torna frágil à medida que a prática não condiz com a teoria.

Normalmente, ninguém vai ao supermercado fazer compras e pega uma única sacola, mas muitas, uma quantidade desnecessária e absurda que não tem utilidade. Por isso, o plástico fica entulhado em casa ou é usado para forrar a lata do lixo e, depois, vai para o aterro onde fica mais de 400 anos se desintegrando.

Estimativas do MMA apontam que, no país, são consumidas 33 milhões de sacolas por dia e 12 bilhões por ano. Será que é preciso tanto para descartar o lixo doméstico ou as pessoas estão perdendo o controle sobre o acúmulo de sacolas? Aliás, é necessário gerar tanto lixo? Se houvesse menos descarte, não haveria necessidade de usar tantas sacolas descartáveis.

Produzir sacolas plásticas demanda extração e refino de petróleo que resultam em muitas emissões e impactos na flora e na fauna. Depois de usadas, elas poluem as águas, matam os animais que as ingerem, entopem bueiros - dificultando a drenagem das águas da chuva – e causam problemas nos aterros, como a impermeabilização dos solos e o revestimento de material orgânico que, na ausência de oxigênio, em vez de biodegradar, apodrece, gerando metano.

Não é melhor optar pelos sacos de lixo ecológicos, desde que não sejam oxibiodegradáveis? No mínimo, o que todo cidadão pode fazer é colocar a maior parte das compras em ecobags e pegar uma única sacola plástica para acondicionar o lixo, não? A prática mostrará como é fácil alterar um hábito ainda tão nocivo. Neste ponto, Fernanda dá, ainda, outra dica.

“Sempre que puder gastar parte do dinheiro comprando saco de lixo, que opte pelos feitos de material reciclado. Os pretos normalmente são feitos material reciclado e isso é uma vantagem ambiental porque eles não demandam novos recursos e porque alguma parte de resíduo plástico que iria pra natureza está voltando para o processo produtivo na forma de saco de lixo”. Mas atenção! Nem todo saco preto é feito de material reciclado. As informações podem ser encontradas nos rótulos. 

E você? Já aderiu às sacolas retornáveis ou ainda está viciado nas sacolinhas plásticas? Comente.

Fonte:planetasustentavel

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Buraco na camada de ozônio é 9º maior


 


Este ano, segundo dados coletados pela Nasa e pelo NOAA, a entidade americana que monitora oceanos e atmosfera, ele ficou bem maior do que o esperado – é o 9º maior já medido em 26 anos de monitoramento.
Em 2011, o buraco atingiu seu pico no dia 12 de setembro. Em comunicado, Paul Newman, da cientista chefe do centro Espacial Goddard, da NASA, explicou que as temperaturas mais frias do que a média na estratosfera causaram um rombo maior do que o esperado.
A camada de ozônio é uma proteção natural do planeta contra os raios nocivos, ultravioletas, do Sol. Sua destruição aumenta o risco de problemas causados pela radiação, como câncer de pele.
Desde 1987, a maioria dos países se comprometeu, com a assinatura do Protocolo de Montreal, a eliminar o uso de agentes químicos destruidores do ozônio. Segundo os cientistas, embora haja um declínio no número desses produtos, uma grande quantidade ainda é liberada anualmente – e os produtos permanecem por décadas na atmosfera.
Segundo estimativas, o ozônio poderia voltar à sua quantidade normal até meados deste século, mas o buraco levaria mais 20 anos para se recompor.

Fonte: http://info.abril.com.br